visivel-e-invisivel_capa(2021)

Visível e Invisível​: A Vitimização de Mulheres no Brasil

A terceira edição da pesquisa “Visível e Invisível” lança luz sobre os impactos da atual pandemia de Covid-19 sobre a vitimização de mulheres no Brasil e como a crise vem afetando homens e mulheres de maneiras diferentes. Encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto ao Instituto Datafolha e com apoio da Uber, a pesquisa mostra que uma em cada quatro brasileiras acima de 16 anos sofreu algum tipo de violência ao longo dos últimos 12 meses no país, o que representa um universo de aproximadamente 17 milhões de mulheres vítimas de violência física, psicológica ou sexual no último ano. Desse total, 25% apontaram a perda de renda e emprego como os fatores que mais influenciaram na violência que vivenciaram em meio à pandemia de Covid-19. A pesquisa ouviu 2079 pessoas, entre homens e mulheres, em 130 municípios brasileiros, no período de 10 a 14 de maio de 2021.

Rio sob Intervenção 2

O FBSP encomendou para o Datafolha, em março de 2018, uma pesquisa de opinião para mensurar alguns aspectos que, naquele momento, foram usados como argumentos pelo Ex-Presidente Michel Temer para a Intervenção Federal na Segurança Pública no Rio de Janeiro. Na ideia de monitorar os resultados e os impactos da Intervenção com evidências fidedignas, a pesquisa do ano passado foi desenhada para coincidir com o início da Intervenção e, com isso, permitir que, ao final da ação federal (31/12/2018), uma nova e idêntica pesquisa pudesse ser feita e os dados das duas comparados. Isso efetivamente ocorreu e pudemos produzir duas pesquisas. Este relatório é, portanto, a síntese desses dois levantamentos e analisa o movimento de três dimensões fundamentais das políticas de segurança pública, a saber; medo, risco (chance de uma ocorrência acontecer nos próximos 12 meses) e vitimização.

Se é fato que a Intervenção Federal conseguiu reduzir alguns indicadores de criminalidade e investir na capacitação em gestão de processos, compras e pessoas das polícias estaduais, também é verdade, pelos dados da segunda pesquisa Datafolha, concluída em fevereiro, que o panorama e o contexto da segurança pública do Rio não foi alterado no seu plano macro. E, não obstante os esforços empreendidos, que mobilizaram milhares de homens e mulheres das FFAA, a operação acabou surgindo como algo extremamente caro e com resultados que nos lembra que segurança pública exige a integração de esforços mas também a coordenação federativa (União, Estados e Municípios) e republicana (entre Poderes e órgãos de Estado). Sem um novo modelo de governança para a área, iniciativas bilionárias ou pacotes legislativos não conseguirão surtir os efeitos necessários.

As duas pesquisas, juntas, dão um retrato das complexidade das políticas públicas de justiça criminal e de segurança pública. O Rio de Janeiro e o Brasil como um todo precisam garantir que a violência, o medo e a insegurança não sejam as forças motrizes exclusivas da atividade policial. Mais do nunca, precisamos valorizar o profissional de polícia, dotando-o de recursos modernos e de equipamentos de proteção adequados. E, a nosso ver, o primeiro passo desse movimento para pela informação transparente e consistente, bem como na estruturação de mecanismos de controle e supervisão em condições de fazer a diferença e sem a eterna lógica do emergencial. Só assim construiremos soluções duradoras e poderemos deixar de operar a área por espasmos de crises e emoções.

faces-da-indiferença_site

Faces da (in)diferença: vidas e números que importam

Faces da (in)diferença é uma ação de mobilização do Fórum Brasileiro de Segurança Pública  lançada na cerimônia de abertura do 11º Encontro Anual, no dia 17 de julho de 2017.

Jovens, negros e homens; mulheres, crianças, adultos e idosos; brancos ou índios; trabalhadores rurais e policiais. São várias as faces invisíveis das vítimas da violência letal.

E para retratá-las proporcionalmente ao perfil sociodemográfico daqueles que morrem no país e provocar uma reflexão em torno do drama das 60 mil vidas perdidas anualmente, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública encomendou 100 ilustrações a um grupo de jovens ilustradores da nova cena artística e cultural.

A proposta foi construir um painel forte e impressionista sobre quem morre no Brasil e que, acima de tudo, nos recoloque a questão sobre como podemos fazer a diferença e mudar esta realidade. Há saídas e elas passam, inicialmente, pelo reconhecimento de que esta tragédia precisa acabar!

Rio sob Intervenção: medo, percepção de risco e vitimização na cidade do Rio de Janeiro

A Pesquisa FBSP/Datafolha tem como objetivo principal oferecer uma visão ampla sobre medo, risco e vitimização da população carioca e criar uma linha de base fidedigna para a avaliação e monitoramento da Intervenção Federal na Segurança Pública. É a forma que o FBSP encontrou para aliar sua linha de
atuação ao monitoramento que vem sendo realizado pelo Observatório da Intervenção, liderado pelo Cesec/UCAM.

Levantamento por amostragem estratificada por sexo e idade com sorteio aleatório dos entrevistados. O universo da pesquisa é composto pela população com 16 anos ou mais da cidade do Rio de Janeiro. Levantamento realizado nos dias 20, 21 e 22 de março de 2018. Foram realizadas 1.012 entrevistas presenciais, com margem de erro máxima de 3 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

Índice FBSP/Datafolha de Efetividade da Segurança Pública

O Índice FBSP/Datafolha de Efetividade das Políticas de Segurança Pública traz o efeito combinado entre medo da violência, risco e vitimização criminal para a população brasileira. Não se baseia em registros administrativos, mas na auto declaração das pessoas entrevistadas. Cada item do índice de efetividade deve ser analisado em relação à média geral e em relação ao próprio quesito entre os diferentes grupos demográficos.

As entrevistas foram realizadas entre 04 e 15 de julho de 2017, com abordagem pessoal dos entrevistados em pontos de fluxo populacional, com uma amostra representativa da população brasileira de 16 anos ou mais, com 2.080 entrevistas. A margem de erro para o total da amostra nacional é de 2,0 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

visível-e-invisível_site

Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil

A pesquisa procura levantar informações sobre a percepção da violência contra a mulher e sobre a vitimização sofrida segundo os tipos de agressão, o perfil da vítima e as atitudes tomadas frente à violência.

Entre os dias 11 e 17 de fevereiro de 2017, foram entrevistadas 2.073 pessoas, sendo 1.051 mulheres. Destas, 833 aceitaram responder ao módulo de autopreenchimento a respeito de vitimização e assédio. Os resultados podem ser consultados no infográfico e na apresentação a seguir.

Zonas do Medo: variações geográficas do sentimento de (in)segurança no suplemento Vitimização e Acesso à Justiça da PNAD de 2009

Este trabalho aborda as variações do sentimento de segurança/insegurança na PNAD de 2009, segundo local de referência. O objetivo é explorar em que medida sua ocorrência na cidade acompanha o mesmo sentimento tanto no bairro quando no domicílio. Após breve introdução sobre a história do conceito, ele é definido como fenômeno misto de risco percebido e medo do crime. A segunda parte trata dos pressupostos teóricos de sua operacionalização nos níveis geográficos de referência, domicílio, bairro e cidade, enquanto a terceira explora suas variações. Os resultados levantam a hipótese de que o sentimento de segurança seja geograficamente acumulável, enquanto o sentimento de insegurança tem o domicílio como nível preponderante. Este padrão aparenta ser válido para o Brasil e tende a se replicar nos estados, com exceção da Paraíba. A conclusão busca aprofundar os resultados, delimitar seu alcance e sugerir caminhos para pesquisas futuras.